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Política Motociata

A disputa de Jorginho e Rodrigues por Bolsonaro

Como num jogo de xadrez, ambos mexem as suas peças em direção a Bolsonaro

15/06/2021 11h57
Por: Redação Fonte: Marcelo Lula
A disputa de Jorginho e Rodrigues por Bolsonaro

A briga pela preferência do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições do próximo ano em Santa Catarina, deve endurecer nos próximos meses, entre o senador Jorginho Mello (PL) e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).

Como num jogo de xadrez, ambos mexem as suas peças em direção a Bolsonaro, buscando o protagonismo junto ao eleitorado de extrema-direita. O novo capítulo foi a chamada “motociata”, evento político com motociclistas que tem sido realizado em algumas cidades do país.

Rodrigues convidou Bolsonaro para realizar o ato em Chapecó. Prometeu arrastar para a sua cidade apoiadores dos três estados do Sul, o que gerou o interesse do presidente que durante o final de semana, confirmou sua participação em conversa por telefone com o prefeito. Acontece que surpreendentemente ontem à noite, o presidente atendendo a um convite de Jorginho, voltou a confirmar a próxima vinda ao estado para um encontro com motociclistas, só que será no dia 14 de agosto em Florianópolis.

A informação que divulguei ontem à noite em primeira mão, pegou pessoas próximas a João Rodrigues de surpresa. Não consegui falar com o prefeito, mas uma fonte me disse que há uma preocupação com a possibilidade de o evento na capital, derrubar o que estava sendo planejado para Chapecó. Ainda hoje deve ser tentado um novo contato com Bolsonaro para saber se ele realmente confirmou a ida a Florianópolis e, se a visita ao Oeste está mantida, mesmo que ainda não tenha data.

Já entre pessoas próximas a Jorginho, a leitura é que ele marcou um “gol de placa”, como me disse uma liderança. O senador usou de sua influência, já que hoje ao lado do empresário Luciano Hang, é o catarinense mais próximo do presidente da República. Quando soube do evento em Chapecó, calculou o que representaria para Rodrigues em termos de força política, se o ato desse certo e, atuou silenciosamente, inclusive, contando com a ajuda do senador Flávio Bolsonaro (Patriota).

Jorginho Mello sabia que não receberia uma resposta negativa do presidente. Ele faz parte da tropa de choque do governo na CPI da Covid, além de defender praticamente todas as pautas. Para completar é o criador do Pronampe, programa que sempre é citado por Bolsonaro, a exemplo da motociata de sábado (12) em São Paulo, quando o presidente citou o nome do senador catarinense.

Mesmo assim, é preciso lembrar que na eleição passada, Bolsonaro demorou para se manifestar a favor do então candidato Comandante Moisés (PSL). Esse posicionamento foi motivado pelo fato de que Gelson Merisio (PSDB) de forma pragmática, também anunciou apoio ao hoje presidente, o que fez com que Bolsonaro temesse tomar partido e perder uma parcela do eleitorado. Isso, ele próprio me disse durante a eleição de 2018 durante uma conversa que tivemos, quando o questionei sobre o apoio em Santa Catarina e para quem seria dado. Bolsonaro respondeu que se manteria neutro, o que motivou uma operação de guerra onde uma comitiva do PSL foi ao Rio de Janeiro pressionar pelo apoio em favor de Moisés.

É bem provável que seja isso que Jorginho queira evitar, ter que dividir o presidente com outros candidatos. Mas vale lembrar que esse número de nomes próximos ao presidente na majoritária, ainda pode aumentar, já que o senador Esperidião Amin (Progressistas) também é pré-candidato ao Governo do Estado.

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