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Internacional Astronauta

Estudante brasileira se prepara para ser astronauta

Ela foi aprovada em cinco universidades americanas, tem 20 anos

01/07/2021 13h13
Por: Redação
Estudante brasileira se prepara para ser astronauta

A estudante brasileira Andressa Costa, de Loanda, no noroeste do Paraná, é a primeira mulher brasileira a fazer um curso avançado para astronautas nos EUA.

Ela foi aprovada em cinco universidades americanas, tem 20 anos, e mora há 3 anos na Flórida, onde estuda engenharia aeroespacial. A estudante deixou o Brasil com o apoio de uma instituição brasileira para fazer um intercâmbio e finalizar o ensino médio.

Andressa está prestes a realizar o maior sonho de toda sua vida que é ser astronauta e, segundo ela, “inspirar outras garotas”.

História de vida

A inspiração veio da própria história de vida da brasileira: “Minha maior inspiração é a minha mãe. Ela faleceu quando eu tinha 9 anos e ela sempre me envolveu muito nessa questão do espaço.

“Às vezes eu saía de casa e olhava para o céu estrelado e pensava nela. Eu pensava ‘quero estar perto dela”, comentou a estudante.

Treinamento

Andressa participou da simulação de uma viagem a marte há dois anos, com exercícios de treinamento de astronautas, e isso rendeu a ela entrevista para um canal de notícias americano.

Segundo a jovem, é necessário incentivar mais mulheres a conquistar mais espaço na área.

“Quero ser astronauta, ajudar a agência espacial brasileira, o Brasil, a desenvolver mais tecnologia. Inspirar outras pessoas, principalmente garotas. Especialmente na minha faculdade, é uma universidade focada na área espacial e aeronáutica, e você não vê muitas meninas.  Quero poder inspirar mais garotas a se envolverem nessa área de ciência, tecnologia, matemática, engenharia”, disse.

Projeto na Lua

A jovem estudante participou de voos com cientistas da Nasa e da agência espacial japonesa.

Ela trabalha atualmente em um projeto de competição da Nasa com universidades para desenvolver um robô de mineração na lua.

Segundo a jovem, a experiência adquirida no exterior pode ajudar a incentivar também estudos e pesquisas em andamento no Brasil.

“No Rio Grande do Norte eles têm um centro em que eles fazem pesquisas simulando a vida em Marte. Você planta sua própria comida, faz suas próprias coisas como se você estivesse em Marte”, destacou.

Andressa conta que para chegar ao espaço, ainda terá mais três anos de universidade, um mestrado na França e a experiência no mercado de trabalho.

Segundo ela, toda essa trajetória é combustível para alcançar a realização do sonho.

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