Polícia Crime premeditado
“36 FACADAS E FRIEZA: mulher é condenada a 26 anos por matar e esconder corpo do marido em Florianópolis”
Segundo a denúncia, o assassinato ocorreu entre a noite de 27 e a manhã de 29 de agosto de 2023, no bairro Ingleses do Rio Vermelho.
21/03/2026 09h17
Por: Redação

Uma história marcada por violência, ganância e frieza chocou novamente a Justiça catarinense. Após ter sido absolvida em um primeiro julgamento, uma mulher voltou ao banco dos réus e acabou condenada a 26 anos, quatro meses e 12 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato brutal do próprio marido e pela ocultação do cadáver.

O novo julgamento, realizado na quinta-feira (19) no Fórum de Florianópolis, foi solicitado pelo Ministério Público de Santa Catarina após a anulação do primeiro júri. Desta vez, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a acusação e reconheceu o crime como homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

36 golpes e um crime premeditado

Segundo a denúncia, o assassinato ocorreu entre a noite de 27 e a manhã de 29 de agosto de 2023, no bairro Ingleses do Rio Vermelho. A vítima foi atacada com 36 golpes de arma branca, em um episódio descrito pela acusação como de extrema violência e brutalidade.

Para o Ministério Público, o crime foi motivado por disputas financeiras envolvendo a empresa da família e pelo interesse da ré em se beneficiar de um seguro de vida, além de assumir os bens do casal. A promotoria sustentou que a morte foi planejada e executada de forma calculada, sem qualquer chance de defesa para a vítima.

Corpo escondido no porta-malas e abandonado em parque

Após o homicídio, a mulher teria colocado o corpo do marido no porta-malas do carro da família e dirigido até o Parque Estadual do Rio Vermelho, nas proximidades da Praia do Moçambique, onde ocultou o cadáver em uma tentativa de apagar os rastros do crime.

A cena, segundo a investigação, foi descrita como fria e meticulosa, evidenciando esforço deliberado para dificultar a descoberta do assassinato.

Absolvição anulada e nova condenação

No primeiro júri popular, a mulher havia sido absolvida, mas o Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou a decisão após recurso do Ministério Público, entendendo que o veredito contrariava as provas apresentadas no processo. Com isso, um novo julgamento foi marcado — e terminou com a condenação severa.

Ao final da sessão, a Justiça determinou a prisão imediata da ré e também a perda do poder familiar sobre os dois filhos do casal, ampliando o impacto da tragédia para toda a família.

Um caso que expõe violência, ganância e destruição familiar

O caso deixou marcas profundas e gerou comoção pela combinação de elementos: um crime dentro de casa, motivação financeira, violência extrema e a tentativa de ocultar o corpo da própria vítima. A condenação encerra uma batalha judicial que se arrastava desde 2023, mas não apaga o rastro de dor e destruição deixado pela tragédia.