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Geral Covid-19

Brasil tem segunda média de mortes por covid-19 mais baixa do ano.

Este é um patamar semelhante a dezembro do ano passado

30/08/2021 06h01 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação
Brasil tem segunda média de mortes por covid-19 mais baixa do ano.

O Brasil registrou hoje a segunda média de mortes por covid-19 mais baixa do ano. Com 278 óbitos registrados nas últimas 24h, o índice chegou a 679 óbitos/dia pela doença na última semana.

Este é um patamar semelhante a dezembro do ano passado, antes da segunda onda, segundo dados obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, junto às secretarias estaduais de saúde. O índice mais baixo do ano ocorreu na última sexta (27), com 677 — a mais baixa desde o dia 30 de dezembro de 2020, quando ficou em 668.

Vale lembrar que a média móvel de mortes é a média diária de casos calculada com base nos dados de óbitos dos últimos sete dias. Nesta conta, são levados em consideração os dados obtidos pelo consórcio de veículos e não os números disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

Também foram registrados 11.855 novos casos da doença, com um total 20.738.655 diagnósticos desde o início da pandemia do coronavírus.

Ao todo, o país já teve 579.330 mil mortes. Quatorze estados notificaram menos de dez óbitos nas últimas 24 horas. Os finais de semana têm historicamente registros mais baixos, por causa do repasse dos dados pelas secretarias municipais de Saúde.

Apesar da desaceleração nos números, especialistas continuam alertando para importância de manter os protocolos sanitários devido à variante delta.o índice chegou a 679 óbitos/dia pela doença na última semana.

Este é um patamar semelhante a dezembro do ano passado, antes da segunda onda, segundo dados obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde. O índice mais baixo do ano ocorreu na última sexta (27), com 677 — a mais baixa desde o dia 30 de dezembro de 2020, quando ficou em 668.

Vale lembrar que a média móvel de mortes é a média diária de casos calculada com base nos dados de óbitos dos últimos sete dias. Nesta conta, são levados em consideração os dados obtidos pelo consórcio de veículos e não os números disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

Também foram registrados 11.855 novos casos da doença, com um total 20.738.655 diagnósticos desde o início da pandemia do coronavírus. Ao todo, o país já teve 579.330 mil mortes.

Quatorze estados notificaram menos de dez óbitos nas últimas 24 horas. Os finais de semana têm historicamente registros mais baixos, por causa do repasse dos dados pelas secretarias municipais de Saúde.

Apesar da desaceleração nos números, especialistas continuam alertando para importância de manter os protocolos sanitários devido à variante delta.

Quatro estados apresentaram variação com tendência de alta na comparação dos últimos 14 dias. Outros seis e o Distrito Federal registraram estabilidade e 16 estão em queda. A média geral do Brasil também está em queda há cinco dias. Hoje, registrou -19%.

Esse índice é comparado com mesmo de 14 dias atrás. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda. Acima de 15%, considera-se que o quadro é de aceleração. Entre esses dois patamares, o cenário é de estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-3%)
  • Minas Gerais: queda (-26%)
  • Rio de Janeiro: alta (28%)
  • São Paulo: queda (-27%)

Região Norte

  • Acre: alta (25%)
  • Amazonas: queda (-31%)
  • Amapá: queda (-77%)
  • Pará: queda (-21%)
  • Rondônia: queda (-45%)
  • Roraima: queda (-37%)
  • Tocantins: queda (-50%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-25%)
  • Bahia: estável (-1%)
  • Ceará: queda (-47%)
  • Maranhão: estável (-13%)
  • Paraíba: alta (18%)
  • Pernambuco: queda (-53%)
  • Piauí: queda (-40%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-38%)
  • Sergipe: alta (73%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (12%)
  • Goiás: queda (-38%)
  • Mato Grosso: queda (-38%)
  • Mato Grosso do Sul: estável (14%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-26%)
  • Rio Grande do Sul: estável (8%)
  • Santa Catarina: estável (-11%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje que o Brasil registrou 298 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, a doença causou 579.308 óbitos em todo o país.

Pelos números da pasta, houve 13.210 casos confirmados de covid-19 no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 20.741.815 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, houve 19.663.748 casos recuperados da doença até agora, com outros 498.759 em acompanhamento.

Variante gamma evoluiu e ampliou transmissão, diz cientista que a descobriu

Em janeiro, uma pesquisa coordenada pelo virologista Felipe Naveca, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Amazônia, confirmava a existência de uma variante do novo coronavírus, com origem no Amazonas.

Era a P.1 (hoje chamada de gamma), que viria a "dominar" o país e responder por mais de 90% dos casos de covid-19 no pico da segunda onda no país.

Sete meses após a descoberta, Naveca diz, em entrevista ao UOL, que a variante não para de apresentar mutações e que elas favoreceram a transmissibilidade do vírus.

Ele afirma que ainda é cedo para saber se a variante delta vai fazer algo semelhante no Brasil. "Com a detecção dos primeiros seis casos de delta, na semana passada, no Amazonas, será possível verificar nas próximas semanas se haverá mudança no cenário epidemiológico e associar ou não à variante delta", diz.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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