Sábado, 04 de Dezembro de 2021
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Brasil Entrevista

VÍDEO:“Tenho que voltar para recuperar o prestígio do Brasil, e que o povo coma três vezes por dia”

Lula da Silva, em turnê pela Europa, afirma que seu país pode voltar ao cenário internacional a partir das eleições do próximo ano

21/11/2021 às 11h07 Atualizada em 21/11/2021 às 11h57
Por: Redação
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VÍDEO:“Tenho que voltar para recuperar o prestígio do Brasil, e que o povo coma três vezes por dia”

Ele entra como um ciclone na sala onde fazemos a entrevista. Ao longo da conversa, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva repete várias vezes sua idade, 76 anos —uma idade na qual um homem não pode odiar, nos dirá—, mas afirma estar com a energia de alguém muito mais jovem.

E de fato, vem de uma jornada exaustiva em Madri e de uma esgotadora viagem pela Europa, que antes o levou a Berlim, Bruxelas e Paris.

Apesar de toda essa agitação, responde desde a primeira pergunta com a paixão de quem quer proclamar ao mundo que o Brasil pode estar de volta à cena internacional a partir das eleições que do ano que vem. Essa é a mensagem que deseja transmitir em sua visita à Europa: o Brasil não é Bolsonaro.

Pergunta. Nós o vimos em sua viagem pela Europa com muita energia, com muita vontade de política.

Resposta. Isso é o que eu sinto. Quando eu deixei a presidência, em 2010, o Brasil estava numa situação de crescimento econômico e de respeitabilidade. O que nós estamos vendo hoje é que o Brasil está quebrado. Temos mais desemprego e inflação.

E a fome, que tinha acabado no Brasil em 2014, voltou com muita força. O Brasil era um protagonista internacional. E tudo isso foi desmontado. Em nome do quê? Em nome de apagar a imagem do Lula, de apagar a imagem do PT. Portanto, estou com muita disposição de fazer política.

Minha causa é a luta contra a desigualdade no Brasil e no mundo. Não posso admitir que o mundo produza mais alimentos do que a humanidade pode comer, e que tenhamos 800 milhões de pessoas com fome no mundo.

Nem que no Brasil, que é o terceiro produtor de alimento do mundo, as pessoas estejam passando fome. Quero aproveitar, enquanto Deus me dê vida, enquanto eu tenho energia, força na minha garganta e nas minhas pernas, para lutar por um mundo mais humano, onde todo mundo tenha o seu elementar.

É isso que me dá vontade de brigar. É isso que me faz ser jovem. Parece que tenho 76 anos, mas tenho energia de 30 anos. O mundo não pode continuar assim. Por isso estou com vontade de fazer política.

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