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Polícia Feminicídio

Começa o julgamento da assassina da grávida de Canelinha; relembre o caso

Rozalba Grime, assassina confessa, aguarda ser chamada para prestar depoimento

24/11/2021 às 10h31
Por: Redação
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Começa o julgamento da assassina da grávida de Canelinha; relembre o caso

Iniciou por volta das 8h30, na Câmara de Vereadores de Tijucas, os trabalhos do julgamento de Rozalba Grime, assassina confessa de Flavia Godinho Mafra, .

Flávia foi morta com golpes de tijolo na cabeça em uma olaria abandonada em Canelinha. A vítima estava grávida.

Após golpear Flávia, Rozalba usou um estilete para tirar o bebê do útero da vítima, na intenção de ficar com a criança.

O caso teve repercussão nacional. Os trabalhos da sessão do júri iniciaram com a discussão de questões técnicas do processo entre a defesa e a acusação.

Posteriormente, os sete jurados que serão responsáveis por dar o veredito final sobre o caso, foram sorteados.

Rozalba chegou à Câmara de Tijucas em uma viatura do sistema prisional, pelos fundos. Ela trocou o uniforme laranja do presídio por uma calça preta e camiseta cor de rosa e aguarda ser chamada pelo juiz para prestar depoimento.

Apenas os pais e o viúvo de Flávia foram autorizados a acompanhar o julgamento dentro do plenário. Os demais familiares da vítima ficaram aguardando em frente à Câmara.

Policiais militares fazem a segurança do local, tanto do lado de dentro, como fora do plenário.

Presa preventivamente, Rozalba foi pronunciada pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de meio cruel, mediante dissimulação e para encobrir outro crime. Também pelo crime de tentativa de homicídio qualificada pela impossibilidade de defesa (em relação ao bebê). Ela responderá, ainda, pelos crimes de ocultação de cadáver, parto suposto, subtração de incapaz e fraude processual.

Desenrolares

No final de setembro deste ano, a defesa de Rozalba Grime pediu a mudança do julgamento para a comarca de Florianópolis. A alegação da defesa da assassina da grávida de Canelinha era de que o júri popular na Comarca de Tijucas seria imparcial. Mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.

No pedido feito, a defesa apresentou dois argumentos. Falta de imparcialidade e risco à integridade física e moral da custodiada. Para sustentar, foram apresentados comentários pejorativos feitos em uma notícia de veículo de repercussão estadual. Na visão do Tribunal de Justiça, as provas relacionadas não são suficientes para a mudança de comarca.

A Justiça alegou que o crime ocorreu em uma cidade de cerca de 13 mil habitantes, mas o julgamento irá ocorrer em cidade vizinha. Com isso, o júri será composto por moradores de Tijucas, e não Canelinha, onde ocorreu o crime.

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