O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) apresentou denúncia contra o homem de 51 anos encontrado com uma menina de 11 anos seminua dentro de um carro em Brusque. O caso aconteceu no dia 22 de setembro. Ele é acusado de tentativa de estupro.
O caso
Um homem de 51 anos foi preso na noite de ontem, suspeito de cometer crime de estupro de vulnerável contra a própria enteada, de 11, em Brusque (SC). Ele foi flagrado por policiais rodoviários dentro de um carro, com a bermuda aberta e sem cueca.
A menina foi encontrada seminua. Conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), que realizou o flagrante, os agentes estavam voltando de uma ocorrência, quando viram um Renault Fluence às margens de uma estrada no bairro Fazenda. Os militares abordaram o veículo, pois teriam visto o padrasto passando para o banco da frente, enquanto a menina permaneceu no banco de trás.
Ainda conforme a PMRv, o homem estava com a bermuda aberta, com a cueca no chão do banco da frente e a criança estava seminua no banco de trás. Para os militares, a rápida ação teria impedido que a violência fosse concluída.
O Conselho Tutelar foi acionado e o homem foi preso em flagrante. Na delegacia, foi confirmada a prisão em flagrante e o suspeito negou o crime. "Ele falou que estava passando mal, com diarreia, por isso ele tirou a roupa. Questionado sobre o motivo da menina estar seminua também, ele disse que não saberia explicar essa situação", detalhou o delegado plantonista que atendeu o caso, Daniel Dias.
A Polícia Civil afirmou que ele não tinha antecedentes criminais e que morava com a família há seis anos.
A assessoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) informou que a audiência de custódia foi realizada, sendo convertida a prisão em flagrante para prisão preventiva. Por ora, o homem está sendo assistido pela defensoria pública, já que ainda não constitui advogado. Segundo o Conselho Tutelar de Brusque, a menina está sob os cuidados da mãe, que estava em casa durante o flagrante.
Ela deve passar por uma equipe multidisciplinar para receber apoio psicológico e da assistência social. "Se a mãe, por acaso, não der continuidade ao tratamento, aí seremos acionados novamente", afirmou a conselheira Daiana Amorim.
Até então, não havia denúncias sobre a família e a mãe não havia levantado alguma suspeita de abuso contra a filha, ainda conforme o Conselho. O pai da garota já é falecido. Hoje, a criança deve fazer o exame de corpo de delito, a fim de confirmar se houve abuso ou não. O nome do suspeito não foi divulgado