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Geral Segurança pública

Entre 70% e 80% das mortes no trânsito de Brusque envolvem motociclistas

Ferreira acompanha os dados do trânsito local desde 2007

31/05/2021 11h19
Por: Redação
Entre 70% e 80% das mortes no trânsito de Brusque envolvem motociclistas

Das 20 mortes registradas no trânsito de Brusque em 2020, 16 foram com ocupantes de motocicletas. Os dados são do 18º Batalhão de Polícia Militar, sediado na cidade. O número, somado aos sucessivos aumentos de acidentes envolvendo estes veículos alerta para um problema no trânsito local.

Os índices fazem o comandante do 18º BPM, tenente-coronel Otávio Manoel Ferreira Filho, classicar as ocorrências com motos como as vilãs nos dados da segurança pública no município. “O trânsito de Brusque sempre foi um vilão na segurança pública na nossa cidade e a motocicleta é o nosso vilão dentro da problemática trânsito.

Lógico que o Brasil não foge muito a regra, mas Brusque, mas é um pouco mais grave. A maioria dos óbitos que ocorre em nosso trânsito são proveniente da motocicleta”.

Ferreira acompanha os dados do trânsito local desde 2007 e reforça o alerta com base na proporção de mortes relacionadas ao tipo de veículo. A frota de motos brusquenses é estimada em 22% do total de veículos da cidade.

Já o índice médio de mortes relacionados aos veículos, segundo o comandante, varia entre 60% e 70%, historicamente. De 2006 a 2020, ainda de acordo com dados do 18º BPM, o número de mortes no trânsito de Brusque só cou abaixo dos 20 em quatro vezes e o índice só teve quedas em cinco anos, além de ter cado estável em um. Em 2013 foram 15 mortes, o menor registro da série histórica. Já em 2015, a cidade registrou 18 vidas perdidas no trânsito. Em 2018 este número caiu para 16 e voltou para a casa de 19, em 2019.

No ano passado, foram 20. O perl Além da vulnerabilidade ligada ao tipo de veículo, Ferreira atribui os índices ao perl dos condutores, em geral, mais jovens. Outro ponto que ele destaca é a imprudência recorrente na condução dos veículos de duas rodas, além do desrespeito às regras de trânsito. “A maioria são jovens.

O homem se arrisca mais, é mais aventureiro, mais impaciente. Isso é o que leva ele a querer uir com rapidez e a gente sabe que o nosso trânsito tem um volume grande, fazer manobras e ultrapassagem em local proibido, sem visibilidade e sem condições mínimas de segurança possível”, comenta. Ao analisar os óbitos por idade e sexo, de 2008 a 2020, o perl destacado pelo comandante ca evidente.

Os homens somaram 232 vidas perdidas no período, a grande maioria das vítimas do período, 131 pessoas, tinha idade entre os 18 e os 30 anos 

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