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ESCÂNDALO MILIONÁRIO: Operação do GAECO coloca vereador Dudu Cunha no centro de investigação sobre suposto esquema de corrupção em shows públicos

As investigações apontam que empresários do ramo de eventos teriam formado um cartel para fraudar licitações, eliminar concorrentes, manipular preços e concentrar contratos de grandes shows financiados com recursos públicos em diversas cidades catarinenses.

Redação
Por: Redação
08/07/2026 às 14h58
ESCÂNDALO MILIONÁRIO: Operação do GAECO coloca vereador Dudu Cunha no centro de investigação sobre suposto esquema de corrupção em shows públicos

A Operação "Pão e Circo", deflagrada pelo GAECO, Ministério Público de Santa Catarina e Polícia Civil, sacudiu o cenário político catarinense ao revelar um suposto esquema milionário envolvendo fraude em licitações, cartel, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos públicos de eventos e shows.

Um dos principais nomes citados na investigação é o vereador de Indaial Carlos Eduardo Cunha (Dudu Cunha), empresário do setor de eventos, ligado à DCX Eventos e presidente municipal do MDB. Segundo informações apresentadas pelo Ministério Público à Justiça, o parlamentar esteve entre os investigados incluídos em um pedido de prisão preventiva formulado durante a investigação. Até o momento, entretanto, apenas um mandado de prisão preventiva foi cumprido, contra o empresário José Clemir Spinelli.

As investigações apontam que empresários do ramo de eventos teriam formado um cartel para fraudar licitações, eliminar concorrentes, manipular preços e concentrar contratos de grandes shows financiados com recursos públicos em diversas cidades catarinenses. O esquema também é investigado por suposto pagamento de propina e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram expedidos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além do bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam comprovadas pela Justiça.

As diligências atingiram residências, empresas e prédios públicos em cidades como Indaial, Itapema, Porto Belo, Bombinhas, Brusque, Mafra, Governador Celso Ramos, Palhoça, Canoinhas, São Bento do Sul, entre outras.

O nome da operação faz referência à expressão romana "Pão e Circo", utilizada para simbolizar governos que recorriam a grandes espetáculos para conquistar apoio popular. Segundo os investigadores, a denominação faz alusão justamente ao foco da apuração: contratos públicos de shows que podem ter sido utilizados para favorecer grupos privados em prejuízo da livre concorrência e do dinheiro do contribuinte.

Em nota, Dudu Cunha afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação, declarou desconhecer o conteúdo completo do processo e disse estar tranquilo, afirmando que "não deve nada". O vereador informou que seus advogados acompanham o caso e que se manifestará no momento oportuno.

A Câmara de Vereadores de Indaial informou que não irá comentar o assunto até receber comunicação oficial das autoridades.

A investigação ainda está em andamento e tramita sob sigilo. Todos os citados possuem direito ao contraditório e à ampla defesa, sendo considerados investigados, e não condenados. A responsabilidade de cada envolvido dependerá da produção de provas e da decisão final da Justiça.

Mesmo assim, a inclusão do nome de um vereador entre os alvos da Operação "Pão e Circo" amplia a pressão sobre o poder público e reacende o debate sobre transparência na aplicação de recursos destinados a festas, eventos e grandes shows financiados com dinheiro da população.

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